Trata-se de um projeto de múltiplas complexidades ao nível cultural/técnico/arquitetónicas.
O Arquivo Biblioteca da Fundação Mário Soares em Lisboa (FMS), foi realizado num espaço cuja sua composição geométrica foi extremamente difícil de alcançar devido ao peculiar desenho do lote onde se insere o atual Edifício (lote longo no sentido longitudinal, estreito na largura – gótico – bem como desarticulado); sendo que um dos objetivos e pressupostos prioritários do Programa da FMS, foi garantir a salvaguarda do património do aquivo documental, constituído tanto pelo acervo pessoal do Presidente Mário Soares, como também de outra documentação relativa a “Historia Contemporânea Nacional e Internacional”, devendo estarem contempladas todas as condições para trabalhos de restauro e conservação nesta área “documental” entre outras, bem como proporcionar ao publico o acesso a investigação cientifica, através da implementação de uma Sala Leitura constituída de infraestruturas adequadas/próprias a investigação.
Este Equipamento também está dotado de: um Arquivo Fotográfico incluindo salas de apoio apropriadas para esta função; um Auditórios com duas cabines para tradução simultânea; um espaço para Exposições Temporárias; gabinetes específicos para o trabalho de investigação/restauro; gabinetes administrativos; instalações sanitárias também para pessoas com mobilidade reduzida; de um pátio exterior em diferentes cotas altimétricas, proporcionando o acesso a todos os pisos do Edifício.
Toda a superfície do Arquivo Biblioteca da FMS foram pensadas e projetadas sem barreiras arquitetónicas, no respeito e cumprimentos das Normas de Segurança em Vigor.