Trata-se de um equipamento projetado para estar inserido no “Corredor Verde de Lisboa”, concebido pelo Arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles.
Um projeto que tinha como objetivo principal, a sua intrínseca integração harmoniosa com aquele magnifico, jocoso equilíbrio da “Natureza Humanizada” do Corredor Verde.
Acima de tudo existiu a necessidade de compreender de forma intrínseca o projeto de arquitetura paisagística, nas diferentes e variegadas a escalas de intervenção.
Desde logo, foi claro que haveria de existir uma total simbiose entre o projeto de arquitetura e a intervenção de arquitetura paisagística, que só seria possível através do conhecimento dos objetivos subjacentes ao Plano para o Corredor Verde (PCV) e as suas diretrizes fundamentais, pois à ausência de pressupostos e conhecimentos em matéria, não poderia perspetivar quaisquer abordagem arquitetónica naquele lugar tão peculiar do Parque.
Ambos procurávamos uma linguagem que se entrouxasse, se moldasse aquela “NATUREZA”, evitando dissonâncias geométricas que produzissem entropias arquitetónicas na paisagem, bem como melhor compreender qual o tipo de equipamento (mais adequado), a ser escolhido para este “Lugar da Cidade”.
Um espaço para que as pessoas pudessem tomar o fresco durante os dias de calor, o abrigo durante os meses mais frios, desfrutando um ambiente em contato direto com a “Natureza Humanizada”, um ponto de encontro e de descanso, uma vitrina para olhar aquelas estupefacientes “Cenografias de Paisagem”, surgiu assim a “Cafeteria Linha de Água”.